Desenvolvimento institucional da Escola Paulista de Contas Públicas.

Estruturar as condições técnico-pedagógicas, administrativas e jurídicas para que a EPCP atue como Instituição de Ensino Superior, com programas lato sensu reconhecidos pelo MEC.

Interessada
Escola Paulista de Contas Públicas — TCE-SP
Proponente
Renato Dias
Duração
12 meses
Entrega
Programa de desenvolvimento institucional co-desenvolvido com equipes da EPCP
01 — Contexto

Uma Escola com missão original de qualificar a administração pública paulista.

A Escola Paulista de Contas Públicas foi instituída em 2004 com a atribuição de formar servidores do Tribunal e gestores da administração pública em geral — incluindo, explicitamente, o oferecimento de cursos de pós-graduação.

O alcance da EPCP é simultaneamente horizontal, sobre órgãos da própria esfera estadual, e vertical, alcançando administrações municipais — público que o TCESP já acompanha sistematicamente pelo Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEG-M).

Esta dupla incidência confere à Escola o papel de instância formativa de governo de nível intermediário: posição reconhecida pela literatura comparada como decisiva para o fortalecimento das capacidades governativas locais em contextos federativos.

Arcabouço legal aplicável

02 — Objetivos

Doze meses para credenciar a Escola como IES

O projeto estrutura o caminho técnico, normativo e pedagógico para que a EPCP submeta seu credenciamento ao MEC como Instituição de Ensino Superior.

Objetivo 1

Consolidar o Plano de Desenvolvimento Institucional

Elaborar o PDI para o quinquênio inicial, definindo identidade estratégica, projeto pedagógico institucional e cronograma de expansão da infraestrutura e dos recursos tecnológicos da Escola — em observância ao Art. 21 do Decreto nº 9.235/2017.

Objetivo 2

Formalizar o Projeto Político-Pedagógico

Estabelecer as diretrizes de ensino da Escola, garantindo intencionalidade pedagógica voltada à autonomia do cursista, à solução de problemas práticos da administração pública paulista e ao alinhamento às melhores práticas em gestão pública.

Objetivo 3

Adequar a estrutura organizacional e docente

Propor ajustes na estrutura administrativa para sustentar as funções acadêmicas de registro, secretaria e coordenação pedagógica, e estabelecer critérios para composição de corpo docente compatível com a Resolução CNE/CES nº 1/2018.

Objetivo 4

Implantar sistemas de monitoramento e avaliação

Instituir mecanismos de monitoramento e avaliação da qualidade das atividades formativas, mensurando não apenas a satisfação dos cursistas, mas a efetiva melhoria do desempenho institucional dos órgãos públicos atendidos.

03 — Produtos

10 produtos integrados.

Cada entrega responde a uma exigência normativa ou a uma necessidade institucional específica, e alimenta as entregas subsequentes. Juntas, compõem o dossiê de credenciamento e a arquitetura interna que o sustenta.

P1Relatório de diagnóstico situacional
Avaliação da estrutura atual da EPCP à luz da legislação de pós-graduação, com vistas ao estabelecimento de linhas de base. Inclui análise do histórico da Escola, competências atuais, principais ofertas e entregas.
P2Estudo do estado da arte de Escolas de Contas e Governo
Identificação das melhores práticas globais e nacionais em Escolas de Contas e Governo. Inclui levantamento comparativo de modelos organizacionais de excelência em formação de servidores públicos.
P3Relatório de pesquisa de necessidades formativas
Alinhamento da oferta acadêmica às demandas de gestores públicos do estado. Inclui survey e entrevistas com servidores, egressos e gestores, e análise dos dados do IEG-M para identificação de padrões de necessidade de capacitação local.
P4Relatório de obrigações legais para reconhecimento
Compreensão sistemática das exigências legais aplicáveis à acreditação. Inclui estudo da legislação sobre escolas de governo enquanto IES e da regulamentação do funcionamento de programas de pós-graduação no país.
P5Matriz Dinâmica de Competências do Gestor Público
Referencial de práticas típicas do gestor público, ancorado na legislação e nas demandas identificadas em P3. Inclui estudo comparativo de modelos existentes, proposição de dimensões típicas e validação com servidores e membros da Escola e do TCESP.
P6Proposta de adequação administrativa
Estruturas administrativas e de recursos humanos aptas a gerir programas de pós-graduação. Inclui proposta de processos e fluxos de trabalho de suporte à oferta acadêmica.
P7Perfil e plano de gestão docente
Cumprimento dos requisitos de qualificação mínima, dedicação e perfil docente. Inclui definição de critérios de seleção, remuneração e formação continuada para instrutores internos e externos.
P8Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)
Definição da identidade, missão e metas para os próximos 5 anos, conforme o Decreto nº 9.235/2017. Inclui documento formal contendo a filosofia de trabalho, cronograma de implantação e metas institucionais.
P9Projeto Político-Pedagógico (PPP)
Explicitação da intencionalidade pedagógica e dos princípios que regem as práticas educativas da Escola. Inclui documento norteador que assenta os pressupostos metodológicos, epistemológicos e práticos das experiências formativas oferecidas.
P10Matriz de Monitoramento e Avaliação
Acompanhamento da qualidade da implementação dos programas da Escola, com base em melhores práticas de M&A. Inclui marco lógico considerando adesão, engajamento, aprendizagem e impacto das formações oferecidas.
04 — Cronograma

12 meses de desenvolvimento.

M1 M2 M3 M4 M5 M6 M7 M8 M9 M10 M11 M12 P1 Diagnóstico situacional P2 Estado da arte — Escolas de Contas P3 Pesquisa de necessidades formativas P4 Obrigações legais — reconhecimento P5 Matriz de Competências do Gestor P6 Adequação administrativa P7 Perfil e gestão docente P8 Plano de Desenvolvimento (PDI) P9 Projeto Político-Pedagógico P10 Matriz de Monitoramento e Avaliação Fase I · Bases P1 – P3 Fase II · Arquitetura P4 – P10
05 — Impacto

Do diagnóstico do IEG-M à qualidade da política pública local.

O Índice de Efetividade da Gestão Municipal — IEG-M, do TCESP — avalia anualmente os 645 municípios paulistas em sete dimensões da gestão pública. Ele identifica, ano a ano, as assimetrias de capacidade governativa local.

A formação ofertada pela EPCP pode fechar esse ciclo: traduzir as fragilidades identificadas pelo IEG-M em competências a desenvolver nos gestores, qualificar esses quadros, e devolver à administração local capacidade de implementação. O retorno pode aparecer, depois, na próxima rodada do IEG-M — e, sobretudo, na qualidade do serviço prestado ao cidadão.

Painel IEG-M (TCESP) → painel.tce.sp.gov.br

IEG-M diagnóstico anual de capacidade local Competências a desenvolver nos gestores EPCP pós-graduação e formação continuada Capacidade local gestão estadual e municipal fortalecida Política pública resultados melhores ao cidadão Próxima rodada do IEG-M — ciclo de aprendizagem institucional

645

Municípios paulistas potencialmente alcançados pela atuação vertical da EPCP

7

Dimensões do IEG-M que podem ser endereçadas por currículo orientado a competências

06 — Próximos passos
  1. Acordo de escopo com a EPCP
    Validação dos 10 produtos, confirmação de interlocutores na Escola e definição dos servidores que participarão das oficinas formativas.
  2. Formalização do apoio do financiador
    Estruturação do instrumento jurídico-financeiro de aporte ao projeto, com cronograma de desembolso alinhado às fases.
  3. Kick-off e cronograma detalhado
    Detalhamento mês a mês das oficinas, agenda de entregas e definição dos espaços de trabalho conjunto entre proponente e equipe da EPCP.
  4. Marco zero — Produto 1
    Início do diagnóstico situacional, definindo as linhas de base que ancorarão todos os demais produtos do projeto.
O que se espera desta reunião

Alinhamento sobre escopo, papéis e próximos marcos.

Para o financiador, o convite é a apoiar a transição da Escola de instância de capacitação pontual para referência regional em formação de gestão pública — com retorno mensurável em capacidade governativa local. Para a EPCP, a oportunidade de exercer, em primeira mão, a experiência formativa que passará a oferecer.

Renato Dias · Proponente
rcndias@gmail.com